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Como identificar o Transtorno de Déficit de Atenção, com ou sem hiperatividade, em crianças de 2 a 5 anos

Como identificar o Transtorno de Déficit de Atenção, com ou sem hiperatividade, em crianças de 2 a 5 anos

O Transtorno de Déficit de Atenção, com ou sem hiperatividade, é um transtorno do neurodesenvolvimento localizado no córtex pré frontal cerebral. Pode ser hereditário ou causado por problemas na gestação, tais como desnutrição, infecções intra-uterinas, estresse entre outros.
Se possuir como sintoma a hiperatividade, é chamado de TDAH. Se não houver hiperatividade, é TDA.
Em inglês é chamado de attention deficit hyperactivity disorder (ADHD) ou TDAH em português; attention deficit disorder (ADD) ou TDA em português

Para identificar o transtorno, deve-se estar atento a alguns sintomas apresentados pelas crianças, como:
-Desatenção quanto a detalhes ou erros;
-Dificuldade em manter o foco;
-Aparentar não estar ouvindo;
-Dificuldade com instruções, regras e prazos;
-Impulsividade;
-Desorganização;
-Evitar tarefas que exijam esforço mental;
-Inquietação;
-Não automatiza afazeres cotidianos;
-Perde ou esquece objetos com frequência;
-Interrompe a conversa do outras pessoas;
-Não consegue esperar sua vez de fazer algo;
-Tem dificuldade em permanecer sentado;
-Movimenta o corpo excessivamente;
-Responde antes de concluir uma pergunta.
Além destes, um fator comum observado por pais e professores de crianças com TDAH ou TDA é a queda do rendimento escolar e uma diferença notável de comportamento em relação a outras crianças.

Se houver o diagnóstico do déficit de atenção, aconselha- se que os pais iniciem terapia comportamental, notando se as limitações se focam, somente, numa atividade ou tema, ou se abrangem outras áreas da vida escolar do indivíduo.
Pesquisas apontam que a melhor maneira de se lidar com o transtorno é o de buscar atividades que possam direcionar os impulsos da criança de forma benéfica e assertiva.
A medida mais importante é o diagnóstico precoce, desde que feito por profissionais adequados e capacitados. Sabe-se que crianças a partir dos 3 anos já conseguem aceitar alguns procedimentos de intervenção, pois iniciando o tratamento na infância, evita-se uma adolescência problemática.
É recomendado também, que as crianças com déficit de atenção passem por atividades organizadas e supervisionadas por adultos no estímulo à socialização por meio de atividades de teatro, artes ou esportes.
O tratamento pode ser acompanhado ou não de medicação, dependendo do aconselhamento médico, pois podem atenuar os sintomas como inquietação e impulsividade.
A psicoterapia é indispensável para tratar o déficit de atenção, os métodos cognitivo-comportamentais vêm apresentando os resultados mais eficientes, inserindo hábitos saudáveis na vida dos pacientes e focando na mudança de comportamento, a fim de que haja melhor qualidade de vida para o indivíduo.

Evidentemente que a presença e apoio dos pais é fundamental durante todo o processo de tratamento, pelo tempo que seja necessário.